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A Land Art poderá estimular os mais diversos sentimentos, mas nunca a indiferença. Esse foi o motivo pelo qual optamos pela realização deste trabalho.
Se por um lado a Land Art nos remonta aos primórdios da arte, ou da Landscape oitocentista, por outro desvia-nos a atenção para problemas tão actuais como a precaridade dos recursos naturais convidando-nos, "imperativamente" a assumir a nossa pequenez face ao grandioso suporte natural.
Em suma, este movimento, desprovido de uma essência canónica, dá-nos a liberdade de lhe podermos atribuir a nossa própria essência.
O que poderia constituir uma fraqueza, torna-se numa aliciante interactividade entre OBRA - ESPECTADOR.
A minha arte trata do trabalho por toda a vastidão do mundo, em qualquer lugar da superfície da terra.
A minha arte possui os temas dos materiais, das ideias, do movimento, do tempo. A beleza dos objectos, dos pensamentos, dos lugares e das acções.
O meu trabalho trata dos sentidos, do meu instinto, da minha própria escala e do meu próprio empenhamento físico.
O meu trabalho é real e não ilusório ou conceptual. Trata das peças verdadeiras, do tempo verdadeiro e das acções verdadeiras.
Long, Richard in:Citação do Documenta 7, Kassel, 1982, p.129.
...A Minha arte é a Land Art.
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